
Este drama de 2020 me fez lembrar de uma história ligeiramente semelhante: o duo alemão Milli Vanilli, formado por Fab Morvan e Rob Pilatus. A história do Milli Vanilli é bastante interessante pois a dupla se tornou os donos dos rostos e músicas mais conhecidos do fim dos anos 80, entretanto eles não passavam de uma farsa, já que nenhum dos dois sabia cantar. Quem conheceu a dupla certamente identificará a história e traços da história no filme. Mas importante lembrar que em nenhum informe oficial a similaridade destas histórias foi citada. Com um roteiro relativamente simples de ser acompanhado e com uma narrativa bastante leve, o diretor nos conduz pelo drama do protagonista ao ver sua voz ser vendida para que outro a usasse, tornando-se um sucesso, enquanto o dono da voz, continue no anonimato. Apesar da condução lenta da história, gostei de Ninguém Sabe que Estou Aqui. Ah, este é o primeiro filme chileno original da Netflix. O trailer pode ser visto aqui.
A história acompanha Memo Garrido (Jorge García), um homem bastante introspectivo e tímido, com aproximadamente 40 anos e que mora com seu tio Braulio (Luis Gnecco). Memo teve uma experiência traumática com a fama em sua infância e agora, como adulto, tem uma rotina relativamente simples, se resumindo a trabalhar na fazenda de lã de seu tio. Após um incidente, ele conhece Marta (Millaray Lobos) e sua vida passa a sofrer grandes mudanças, principalmente quando seu passado vem à tona. Traumas e problemas nunca esquecidos tomam agora uma dimensão ainda maior.
Dirigido por Gaspar Antillo, que também escreve o roteiro com Enrique Videla e Josefina Fernández, o longa é estrelado por Jorge Garcia, Millaray Lobos, Luis Gnecco, Alejandro Goic, Gastón Pauls, Eduardo Paxeco, Nelson Brodt, Juan Falcón, Julio Fuentes, María Paz Grandjean, Solange Lackington e Roberto Vander.